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22 de janeiro de 2021
por Office Inn em Coronavírus

O impacto físico e psicológico do home office na pandemia

Juliana Sayuri, do NEXO – Trabalhar de casa se tornou uma realidade para cerca de 10,8% dos trabalhadores brasileiros, o que equivale a cerca de 8,3 milhões de pessoas, segundo a Pnad Covid-19 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Desde o início da pandemia, no entanto, a maioria não teve nenhuma assistência de seus contratantes em relação às condições de saúde e segurança durante o home office – é o caso de 84% dos participantes de uma pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getulio Vargas), em parceria com o IES (Institute of Employment Studies), do Reino Unido.

“O ambiente doméstico não dispõe do mobiliário adequado para o trabalho, como a maioria das empresas, além de apresentar vários fatores que podem interferir com as atividades laborais que podem, potencialmente, propiciar o aparecimento, ou o agravamento, de condições como as dores musculoesqueléticas, o estresse, a ansiedade e a fadiga”, diz a pesquisa.

Pesquisa da FGVSaúde

Coordenada por Alberto José Ogata, da FGVSaúde (Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde), a pesquisa avalia os impactos do home office para a saúde dos trabalhadores durante a pandemia de covid-19. O primeiro relatório do estudo foi publicado em agosto. O segundo e atual, em outubro de 2020.

A proposta é oferecer dados que possam auxiliar a elaboração de estratégias para manejar melhor esses impactos, por parte dos indivíduos e das corporações. O relatório considera que “o home office deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade que deve se tornar permanente”.

O que diz o estudo

A pesquisa foi feita a partir de questionário online com perguntas traduzidas e adaptadas da consultoria britânica IES, especializada em recursos humanos, e indicadores de bem-estar da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Entre os 553 participantes da pesquisa no primeiro período, de 1º de junho a 18 de julho, 68% eram mulheres; 87% passaram a trabalhar em casa devido à pandemia e 84% disseram que o empregador não realizou qualquer avaliação de saúde e segurança em sua estação de trabalho em ambiente doméstico. A maioria compartilha o espaço de trabalho com outro adulto (48%) e vive com filhos menores de 18 anos (46%).

O perfil é muito similar à segunda amostra. Entre os 653 participantes da pesquisa no segundo período, de 1º de junho a 30 de agosto, 67% eram mulheres; 88% passaram a trabalhar em casa devido à pandemia e 84% disseram que o empregador não realizou qualquer avaliação de saúde e segurança em sua estação de trabalho em ambiente doméstico. A maioria compartilha o espaço de trabalho com outro adulto (46%) e vive com filhos menores de 18 anos (47%). Além disso, 23% cuidam de outro adulto ou idoso.

Os participantes da pesquisa relataram sintomas físicos, emocionais e psicológicos que se intensificaram no home office na pandemia.

Sintomas intensificados no home office

  • Dor nas costas (56% do total de participantes), no pescoço (55%) e nos ombros (50%);
  • Dificuldade para dormir (55%) fadiga ocular (45%), fadiga (43%) e enxaquecas (42%);
  • Preocupação com questões financeiras da família (36%);
  • Sensação de ansiedade com a saúde de um membro da família (30%);
  • Sensação de isolamento e solidão (11%).

Os pesquisadores aplicaram um questionário da OMS que avalia estado de humor, interesse e vitalidade, considerando a pontuação 13 (em uma escala de 0 a 25 pontos) como indicador de baixo nível de bem-estar, que requer recomendação de acompanhamento psicológico.

Na amostra estudada, 46% dos respondentes tiverem pontuação igual ou inferior a 13, isto é, índice abaixo do esperado, o que pode indicar um nível de depressão. Os autores associam o índice baixo aos sintomas físicos, como dor e fadiga. “Não adianta só tratar com remédio as dores físicas causadas pelo home office, se as pessoas estão com depressão ou se sentindo mal do ponto de vista psicológico”, comentou Ogata, um dos autores do estudo, à Agência Bori.

“O trabalho em casa é uma alternativa para manter a atividade laboral, mesmo como o isolamento social, minimizando a alternativa do desemprego. No entanto, ele exige que os profissionais de saúde e segurança no trabalho elaborem estratégias para proteger o bem-estar e a saúde dos trabalhadores, evitando o agravamento de condições pré-existentes e o surgimento de outras”, diz o relatório, citando como referência as recomendações da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Em junho, a OIT publicou um documento destacando a importância do equilíbrio entre a vida pessoal, profissional e a saúde, a fim de flexibilizar a rotina para que o trabalhador não fique 24 horas por dia ligado ao emprego no regime home office.

*O Blog do Office Inn reproduz textos de terceiros com os quais nos identificamos, por trazerem informações, análises e dados pertinentes em relação ao momento de vida e trabalho que o mundo inteiro enfrenta.

Alternativas

Quem não conseguiu se adaptar ao home office por diferentes razões e também não tem a possibilidade de voltar a trabalhar, pelo menos por enquanto, em escritório tradicional, tem a possibilidade de partir para escritórios flexíveis, como o Office Inn. Há uma série de posts no Blog que abordam todas as vantagens em se trabalhar nessa modalidade. Hoje, trazemos em resumo alguns dos pontos que julgamos mais importantes dentro dessa escolha. Confira:

Ergonomia e organização

O Office Inn observa todos os parâmetros e condições físicas para o trabalho (incluindo mobiliário e equipamentos). Tudo isso ajuda na organização de quem trabalha (tarefas, tempo demandado, ritmo da atividade), o que impacta diretamente em sua saúde física e mental.

Estar em um escritório flexível também torna mais fácil a adequação à jornada e às necessidades de trabalhadores com suas responsabilidades pessoais. Além disso, um ambiente profissional também dá mais garantias a pausas para descanso e alimentação, impedindo assim a sobrecarga psíquica e muscular.

Deseja conhecer o Office Inn e aderir a uma proposta de ambiente profissional completa, com todos os serviços que seu dia a dia de trabalho exige? Agende uma visita! 🙂

"Estamos muito satisfeitos com os diversos serviços que atendem as 19 pessoas de nossa equipe. O grande diferencial que vemos no Office Inn é o atendimento, são pessoas muito profissionais e extremamente atenciosas. Respostas rápidas e sem burocracia fazem com que nós nos preocupemos apenas com o negócio da empresa."

Ronei Pasquetto Gomes
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